O que Dr. Allan Cott já sabia em 1975
Muito antes do jejum intermitente virar moda no Instagram, o psiquiatra Dr. Allan Cott já defendia em 1975 que ficar sem comer por períodos controlados era “a dieta ideal”. No livro Jejum: A Dieta Ideal, edição brasileira de Fasting: The Ultimate Diet, ele vai além da perda de peso e trata o jejum como ferramenta de renovação física e mental.
Mas será que a visão de Dr. Cott se sustenta com o que a ciência sabe em 2026? Vamos ao resumo e à análise.
Dr. Allan Cott foi um psiquiatra americano pioneiro no uso terapêutico do jejum supervisionado. Lançado em 1975, o livro de 164 páginas parte de uma ideia central: o jejum é um instinto natural de cura.
Principais ideias defendidas por Dr. Cott:
O livro é de 1975, mas a essência dele envelheceu bem. Veja a comparação:
| O que Dr. Cott defendia em 1975 | O que a ciência atual confirma |
|---|---|
| Jejum promove “desintoxicação” e reparo celular | Confirmado. O Prêmio Nobel de 2016 foi para a descoberta da autofagia: as células realmente fazem uma “faxina” e se reciclam quando jejuamos. |
| Melhora da saúde mental e do humor | Confirmado. Jejum intermitente aumenta o BDNF, proteína ligada à saúde cerebral, foco e redução de sintomas de depressão e ansiedade. |
| Perda de peso mais sustentável | Parcialmente. Jejum bem feito preserva mais massa magra que dietas de restrição calórica contínua. Mas o sucesso a longo prazo depende da reeducação alimentar, como Cott já alertava. |
| Cura de doenças | Cuidado. Jejum não “cura”, mas é ferramenta adjuvante. Há evidências fortes para síndrome metabólica e diabetes tipo 2. Para outras doenças, faltam estudos robustos. |
Aqui vai a maior atualização em 50 anos. O livro de Dr. Cott focava em jejuns prolongados e supervisionados. Hoje, a prática mais segura e estudada para a maioria das pessoas é o jejum intermitente, como o protocolo 16/8.
O jejum é contraindicado para:
Importante: Jejum é uma intervenção metabólica. Nunca comece sem antes conversar com um médico ou nutricionista para avaliar se é seguro para você.
A ideia central de Dr. Allan Cott continua poderosa em 2026: menos pode ser mais. O jejum, quando bem aplicado, com informação e planejamento, é uma ferramenta valiosa para saúde física e mental, não apenas estética.
O segredo não mudou desde 1975: respeito ao seu corpo. O jejum não é uma licença para comer mal depois, nem uma solução milagrosa. É um botão de reset que, aliado a uma alimentação de verdade, pode te ajudar a perder peso e ganhar saúde.
E você, já tinha ouvido falar do trabalho pioneiro do Dr. Cott? Pensa em testar o jejum intermitente? Comenta aqui embaixo.